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INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM BOVINOS, MELHORAMENTO GENÉTICO E CRUZAMENTO INDUSTRIAL - Evalu veterinariaFORMAÇÃO DE REBANHOS PUROS DE ORIGEM (PO), PUROS POR CRUZAMENTO (PC) E RAÇAS SINTÉTICAS
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May 21 CRUZAMENTO INDUSTRIAL DE BOVINOS
DEFINIÇÃO: Escolhendo-se as raças apropriadas para o cruzamento, o potencial de produção e a adaptação tropical dos animais cruzados podem ser combinados ao seu ambiente - quanto mais complementares forem as raças, maior é a busca gerar heterose, ou vigor híbrido, para um grupo de características comercialmente importantes, particularmente de reprodução e sobrevivência. A heterozigose dá um ganho gratuito adicional que permite que a produtividade dos cruzados exceda a produtividade de ambas as raças-base. Complementaridade – A combinação das qualidades desejáveis das raças parentais permite a obtenção de uma progênie superior. Ou seja, quanto mais as raças utilizadas se complementarem nas características produtivas, melhor será o resultado dos produtos do cruzamento. O exemplo mais claro disso é combinar características de adaptabilidade, ou seja, aproveitaremos a resistência e fertilidade das vacas zebu, e o ganho de peso, precocidade sexual e de acabamento das raças taurinas européias. Lembre-se, portanto: estude cuidadosamente as características produtivas de cada raça antes de tomar qualquer decisão.
Os efeitos da heterose são maiores nas características de baixa herdabilidade, ou seja, nas características muito influenciadas pelo meio ambiente e, por conseqüência, as que menos respondem ao processo de seleção. São elas: fertilidade e sobrevivência.
6. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DE ALGUNS GRUPOS DE RAÇAS BOVINAS
Zebu indiano (ex. Nelore)
Bos indicus 2000 anos
Zebu africano (ex. Boran)
Bos primigenius 250.000 – 1milhão anos Britânicas (ex. Hereford)
Europeu 200-500?anos
Continentais (ex. Charolês)
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Bos taurus 10-20.000 anos Crioulo (ex. Caracu)
Sanga (ex. Tuli)
Africano
CADA RAÇA É PRODUTO DA SELEÇÃO OCORRIDA NO AMBIENTE EM QUE EVOLUIU:
ZEBUINOS:
NELORE, GUZERÁ, TABAPUÃ:
Originaram-se na Índia, caracterizando-se pela adaptação ao calor dos trópicos , às grandes variações na disponibilidade de alimentos e ao alto número de parasitas internos e externos. Por milhares de gerações, a seleção natural para sobrevivência na presença destes estresses ambientais resultou em raças rústicas que têm alta resistência à endo e ectoparasitas, adaptação ao calor, umidade e radiação solar.
TAURINOS - EUROPEUS BRITANICOS:
ABERDEEN ANGUS, ABERDEEN ANGUS ORIGINAL, POLLED HEREFORD:
Sua origem é das ilhas britanicas, sendo que sua finalidade é a produção de carne para o consumo humano.
Elas foram selecionadas para velocidade de crescimento, precocidade sexual, fertilidade e qualidade de carne, tendo como resultado, raças de tamanho intermediario. Essas raças são as mais usadas no Brasil.
TAURINOS - EUROPEUS CONTINENTAIS:
LIMOUSIN, CHAROLÊS, BLONDE d' Aquitaine, MARCHIGIANA, PIEMONTÊS, SIMENTAL E BRAUNVIEH (Pardo Suiço-Corte):
Essas raças tem sua origem na Europa Continental e foram selecionadas para tração animal, o que provocou uma seleção natural na massa muscular e peso na idade adulta. As raças de origem continental, são conhecidas pelo alto peso ao nascimento, grande potencial de crescimento e ganho de peso, alto rendimento de carcaça e menor porcentagem de gordura. Dentre as raças Continentais, a citadas são as mais utilizadas no Brasil. TAURINOS - ADAPTADOS:
CARACU - Brasil, BONSMARA – África do Sul, SENEPOL - Caribe, TULI - África do Sul, ROMOSINUANO- Venezuela:p
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As raças taurinas adaptadas, tambem evoluiram em regiões tropicais, comparadas com as raças taurinas seuropeias, as raças desse agrupamento tem maior resistencia ao calos, aos carrapatos e a ambientes rusticos onde ocorre restriçaõ de alimentos.
RAÇAS SINTETICAS COMPOSTAS:
1 - CANCHIM = 5/8 CHAROLES + 3/8 ZEBU,
2 - S.GERTRUDIS = 5/8 SHORTHORN + 3/8
3 - SIMBRASIL = 5/8 SIMENTAL + 3/8 ZEBU
4 - BRANGUS = 5/8 ANGUS + 3/8 Z
5 - MONTANA = ½ BONSM. ¼ + R ANGUS + ¼ NELORE
6 - BRAFORD = 5/8 HEREFORD + 3/8 ZEBU
1 - Raça "SINTÉTICA" é formada por duas raças com grau de sangue fixado, visando manter bons níveis de heterose e adaptabilidade.
TIPOS DE CRUZAMENTO:
1 - TERMINAL
2 - COM DUAS RAÇAS
TAURINO CONTINENTAL X MATRIZ ZEBU = F1 Destinado ao abate Vantagens: - 100% de heterose nos produtos
OUTRO EXEMPLO DE CRUZAMENTO TERMINAL COM 2 RAÇAS:
LIMOUSIN X ZEBU
PRODUTOS ½ LIMOUSIN ½ NELORE COM 24 MESES, PESANDO 18,5 @ E 56% DE RENDIMENTO DE CARCAÇA
CRUZAMENTO TERMINAL COM TRES RAÇAS:
RED ANGUS X MATRIZES NELORE
CANCHIM X MATRIZES ½ + RED ½ + NELORE
PRODUTOS: ½ CANCHIM+ ¼ RED + ¼ NELORE PRONTOS PARA O ABATE
CRUZAMENTO INDUSTRIAL ROTACIONAL: (2, 3 ou MAIS RAÇAS)
Entre 2, 3 ou mais raças, alternando-se as mesmas entre as gerações. Ideal para criadores que desejam usar as fêmeas produtos do cruzamento para reprodução, aproveitando o excepcional potencial reprodutivo das mesmas.
OBJETIVO - Machos - abate
- Fêmeas - reposição de matrizes
RAÇAS TAURINAS INDICADAS: Angus, Hereford, Devon, Senepol, Bonsmara.
COM 2 RAÇAS (CRISSCROSS):
RED ANGUS X NELORE
Neste sistema duas raças são acasaladas, as fêmeas resultantes (F1) são mantidas como reposição, estas são acasaladas com uma das raças parentais. Nas gerações seguintes as fêmeas são acasaladas com reprodutor da raça diferente da raça paterna, dentre as raças utilizada no cruzamento inicial.
Nas matrizes ¾ Zebu ¼ Angus sugerimos para os trópicos utilizar o Bonsmara, gerando animais adaptados e produtivos.
VANTAGENS:
-A reposição é produzida dentro do próprio sistema
-Possibilita o aproveitamento da precocidade sexual das fêmeas, aumentando o desfrute do rebanho.
-Permite execução em rebanhos de menor escala (tamanho de rebanho).
- A partir da segunda geração as matrizes, pelos efeitos da heterose materna, produzem 15% a mais de Kg de bezerro desmamado/vaca. COM TRES RAÇAS (TRICROSS):
NELORE x RED ANGUS x SENEPOL
Neste sistema duas raças são acasaladas e as fêmeas resultantes (F1) são mantidas como reposição, estas são acasaladas com uma terceira raça não relacionada com as raças utilizadas anteriormente, preservando as mesmas características maternais do primeiro cruzamento.É importante frizar conferindo ao produto adaptabilidade ao ambiente de criação.
Para que o produto possa usufruir dos benefícios da heterose, ele deve ser adaptado ao meio ambiente. Nas condições tropicais brasileiras, o uso de raças Taurinas Adaptadas constitui-se uma grande alternativa como terceira raça da rotação.
Neste sistema duas raças são acasaladas e as fêmeas resultantes (F1) são mantidas como reposição, estas são acasaladas com uma terceira raça não relacionada com as raças utilizadas anteriormente, preservando as mesmas características maternais do primeiro cruzamento.É importante frizar conferindo ao produto adaptabilidade ao ambiente de criação.
(Frisch, 2002)
VANTAGENS:
-A reposição é produzida dentro do próprio sistema
-Possibilita o aproveitamento da precocidade sexual das fêmeas, aumentando o desfrute do rebanho.
-A partir da segunda geração as matrizes, pelos efeitos da heterose materna, produzem até 25% a mais de Kg de bezerro desmamado/vaca.
- Na primeira e segunda geração, obtêm-se 100% de heterose. Nas gerações sucessivas este sistema retém níveis de heterose estabilizados em torno de 87%.
CRUZAMENTO “ROTACIONAL” COM TRÊS RAÇAS PARA PROJETOS ACIMA DO TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO: NELORE x Objetivo – Aproveitar as fêmeas cruzadas para reposição das matrizes do rebanho, cruzando-se 3 raças alternadamente, lembrando que os produtos filhos de Senepol apresentarão carcaças precoces ao abate.
9. COMO ESCOLHER UM REPRODUTOR ADEQUADO PARA AS SUAS CONDIÇÕES (almeida.2003)
Devemos lembrar é o fato de que a diversidade genética é maior dentro de uma raça do que o observado entre raças distintas. Portanto, além de escolher a raça mais adequada, temos que nos preocupar também quais os indivíduos desta raça serão utilizados no programa de cruzamento.
A escolha de um reprodutor tem influência direta no retorno econômico do seu negócio e por esta razão este animal deve ser escolhido cuidadosamente tendo em conta o mérito genético do seu rebanho, os objetivos do seu empreendimento, o mercado que deve ser atingido e o sistema de produção e condição ambiental da sua fazenda.
ORIENTAÇÕES BASICAS DO QUE LEVAR EM CONTA NA HORA DE ESCOLHER UM TORURO: (ALMEIDA.2003)
1 Valorizar sempre as informações de DEPs de um touro. Essa é a melhor e mais precisa ferramenta para descrever omérito genético de um animal. É com essa ferramenta que se pode realizar ganhos genéticos aditivos ao longo prazo. Os ganhos aditivos eleção através da DEP’s) juntamente com a exploração da heterose e complementariedade das raças representam a sustentabilidade na eficiência produtiva de um programa de cruzamento industrial. “Depois de estabelecer seus padrões produtivos para eleição dos reprodutores, os candidatos devem também ser analisados sob os aspectos fenotípicos, que todavia são importantes para possibilitar a execução completa dos seus objetivos, tais como: pigmenta ção, características raciais, pelagem, aprumos, frame, etc...
2 Adquira sêmen de um reprodutor que atenda os seus objetivos de produção e as exigência do mercado. Por exemplo, venda de bezerros esta relacionado a altas taxas de crescimento do nascimento ao desmame e portanto deve-se dar
ênfase a touros que tenham alta DEP para peso a desmama. Em outra situação a venda de novilho precoce esta associada a altas taxas de ganho na fase pós desmama e precocidade de terminação, aqui a ênfase deverá ser em DEPs de peso ao ano e DEP de gordura na carcaça. Para novilhas jovens, touros com baixa DEP ao nascer devem ser escolhido afim de evitar dificuldade de parto.
3 Dar preferência para reprodutores que imprimam características de adaptação e funcionalidade. Uma genética não adaptada as condições de produção nos trópicos diminui a produção, exige mais insumos e mão-de-obra aumentando conseqüentemente o custo de produção. Esses atributos de adaptação são: animais de pêlo curto e liso, aprumos corretos, ossatura forte, pigmentação da mucosa ocular, testículos bem formados, temperamento dócil e capacidade termo reguladora.
4 Procurar adquirir animais de tamanho corporal adequado e condizente com o seu sistema de produção e mercado: nem tão grande que produzam novilhas de puberdade tardia, elevada exigência nutricional e dificuldade de parto e nem tão pequeno que apresentem diminuição no ganho de peso e peso de carcaça que pode ser penalizada pelo mercado.
3 Dar preferência a aquisição de sêmen de reprodutores cujos dados são provenientes de um programa de melhoramento genético que envolvam vários rebanhos e um substancial número de vacas de modo que se possa adotar uma alta pressão de seleção sobre os indivíduos (apenas 20% dos machos são destinados para reprodução). Ou seja, “qualidade só sai com quantidade”: ganhos genéticos são significativos em grandes populações
onde é possível fazer forte pressão
seletiva e descarte por produção (Fries, 1996)
CONSIDERAÇÕES: (ZADRA .2003)
Não existe um sistema de cruzamento ideal para todas as situações;
•Não existe a raça ideal e sim aquela que atende os objetivos e exigências de cada criador;
•A escolha correta do touro é fundamental para o sucesso do cruzamento;
•O produto de cruzamento industrial come o mesmo que o Zebu para ganhar 1 Kg peso, mas ganha peso com maior velocidade, portanto é necessário disponibilizar mais alimento em um menor espaço de tempo.
• O Frigorífico prefere animais com pesos acima de 550 kg, castrados e gordos, além de lotes de abate com animais homogêneos em tipo racial e conformação.ASPECTOS PARA A TOMADA DEDECISÃO SOBRE O TIPO DE CRUZAMENTO A SER ADOTADO (ZADRA .2003)
1. REGIÃO DA FAZENDA(criação extensiva):
•O Sul do Paraná, Sta Catarina e RS - o grau de sangue ideal para o bovino expressar seu potencial produtivo com eficácia vai de ½ sangue à 5/8 de europeu em seu tipo racial(alguns microclimas até ¾);
•Do Norte do Paraná ao Sul do MS - os animais que melhor produzem apresentam 50% de sangue de raças tropicais(Zebuínos + Taurinos tropicais);
•Do norte do MS, MT e Norte/Nordeste – há experiências novas demonstrando que em condições extensivas os animais cruzados mais eficazes possuem ao menos 62,5%(5/8) à 75% de sangue de raças tropicais(Zebuínos + Taurinos tropicais).
• Obs.: Caso o produtor faça o superprecoce, confinando 100% dos produtos após a desmama, aconselha-se 75% de sangue de europeu para o Centro Oeste e 62,5%(5/8) para o Norte/Nordeste do País, pois sabemos que esses respondem mais eficazmente à dietas ricas em grãos que aqueles com menor grau de sangue. 2. NÚMERO DE MATRIZES NO PROGRAMA (Zadra, 2003)
•Abaixo de 1000 matrizes – Indica-se o Cruzamento rotacional, onde todas matrizes serão produzidas no próprio sistema, através do cruzamento do Zebuíno e de raças taurinas com boa habilidade materna e de tamanho médio, tais como; Angus, Hereford, Senepol, Bonsmara, e linhagens específicas do Simental e Braunvieh.
•Acima de 1000 matrizes – Pode-se lançar mão do Cruzamento terminal, inseminando parte das matrizes Zebuínas(60 à 70%) com uma raça Européia de velocidade de ganho em peso e carcaças de maior porte, tais como; Simental, Braunvieh e Caracú(as quais há um grande mercado buscando novilhas cruzadas com essas três raças por serem ótimas receptoras de embriões), Limousin, Blond, Charolês, Marchigiana e Piemontês dentre outras.
Lembramos que, nesse caso, o criador deve inseminar de 30 à 40% de suas matrizes(preferencialmente as novilhas) com raças maternas para reposição das fêmeas ou então, comprar novilhas para esse fim, sempre que realizar o descarte de vacas.
Outra prática muito comum é iniciar a estação de monta, usando sêmen da raça que gerará as novilhas de reposição e da metade da estação para frente usa-se sêmen das raças terminais.
• Venda de bezerros em leilões – Ressaltamos que a coloração do pêlo exigida pelos compradores é fator determinante para a escolha da raça à ser usada no cruzamento. Raças que no cruzamento com matrizes Nelore tem produzido bezerros brancos, com pele preta, como o Marchigiana(cruzamento terminal) atendem esse objetivo. Ou mesmo, regiões do norte do país, onde os compradores de bezerros buscam fazer bois pesados(condições de pastagens quase perenes, ou para confinadores), o Simental, Limousin ou Charolês são grandes opções. Em regiões, onde a classificação de carcaça foi implantada, havendo um prêmio por carcaças bem terminadas, algumas raças mais precoces em acabamento como Angus ou Hereford produzirão melhores resultados à pasto.
• Cria, recria e engorda – Como citado acima, dependendo do tipo de boi que o frigorífico buscará nos próximos anos, usamos as raças Taurinas assim; Bois pesados e pastagens quase perenes(Norte do País) – Charolês, Simental, Limousin, Blonde, Marchigiana, Braunvieh e Caracú; Bois precoces e terminados à pasto, indica-se as raças Angus, Hereford , Senepol e Bonsmara.
Venda de receptoras – Indica-se raças Taurinas férteis, de grande porte e com habilidade materna, tais como; Simental, Braunvieh e Caracu. CONSIDERAÇÕES ESPECIFICAS PARA O RIO GRANDE DO SUL (PADILHA .2004)
Considerando que neste Estado as pastagens destinadas aos bovinos de corte são, em sua maioria, nativas, de qualidade regular a boa, mas de volume baixo especialmente na região basáltica fronteiriça, o tipo de bovino para carne nestas condições tem de ser muito bem equilibrado, para que seja realmente rentável.
Cruzamentos com raças grandes continentais, visando objetivo terminal total (machos e fêmeas) ou continuidade de esquemas de cruzamentos usando esse tipo de animal, mostram-se nesta região, durante muito anos, menos eficientes economicamente que o cruzamento com raças britânicas.
Bezerros produtos de cruzamentos com raças continentais, comparados a bezerros produtos de cruzamentos com raças britânicas precoces de porte médio, ao desmame apresentam, em média, 20 kg a mais (média de 200 kg) para cruzados continentais e média de 180 kg para cruzados com britânicas precoces).
Porém, os produtos de raças britânicas precoces começam a parir normalmente com um ano de vida a menos; o índice de parições nas condições locais é bastante superior, a repetição de crias, em média, é altamente superior. Devemos considerar ainda que apenas um bezerro a mais das raças precoces (180 kg) representa nove vezes a diferença obtida entre eles (200 kg continentais x 180 kg raças precoces britânicas).
Assim, fica fácil concluir que o número de bezerros é muito mais importante economicamente do que somente o peso de bezerros ao desmame.
Considerando-se ainda que, em programas de cruzamentos bem orientados, com o uso de touros ou sêmen de reprodutores bem avaliados por seus DEPs, isso feito por escritórios técnicos que sejam realmente capacitados para tal, em “média”, as filhas produzidas serão sempre geneticamente superiores para a produção que as médias de suas mães.
Portanto, abater tais animais é jogar fora um precioso ganho genético para a produção que fôra logrado.
Obtêm-se os melhores resultados econômicos nesta região com programas de cruzamentos orientados, nos quais, em média, os rebanhos ficam com 1/3 de bos indicus (ex.: Nelore) e 2/3 de bos taurus de raças precoces (ex.: Hereford, Angus, Shorthorn), determinando, assim, altos índices de HETEROSE, com significa melhora de rentabilidade.
Atualmente, com a possibilidade de utilização de sêmen de linhagens precoces, de ambos os grupamentos (indicus ou taurus), são mais notáveis tais esquemas de cruzamento para o Rio Grande do Sul.
FONTE: www.lagoa.com.br
March 07 INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM BOVINOS Bom gente, eu poderia fazer meu blog sobre assuntos particulares, familiares, de relacionamentos ou de qualquer assunto interessante como Medicina Ayurvedica (indiana), meditação transcendental, esoterismo, magia ou até mesmo sobre física quantica que é o meu hobb, mas preferi falar sobre aquilo que eu mais entendo, afinal trabalho com isso há mais de 20 anos e tenho certeza e que fui responsavel pela produção e desenvolvimento do nosso pais e do PIB nacional na minha especialidadde que é a INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL, espero que esse assunto possa ser util para muita gente que se interesse pelo tema.
INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL:
A Inseminação Artificial é o procedimento onde ocorre a fecundação da fêmea sem o contato direto com o macho, por meio da coleta de sêmen, introdução e depósito do mesmo no aparelho reprodutivo da fêmea, em seu período de fertilizade
utilizando instrumentos e técnicas apropriadas, objetivando a fecundação do óvulo. O sêmen usado neste processo deve ser testado e avaliado, como forma de garantir a qualidade dos resultados esperados.
A Inseminação Artificial teve seu marco na historia em 1779, quando foi demonstrado ser possível inseminar um femea sem o contato direto com o macho. Por outro lado, somente em 1949 foi observado, que o semem poderia ser conservado à baixas temperaturas, permitindo a conservação dos espermatozoides, mantendo sua capacidade de fecundação, por tempo indeterminado, o que permitiu uma maior dfusão dessa tecnologia em todo o mundo e como consequencia, o melhoramento genetico de varias especies animais, principalmente aquelas,ligadas à produção de carne e leite para a alimentação humana; culminado com a expansão da tecnologia de transferencia de embriões e por ultimo da clonagem genetica como foi o caso da ovelha DOLY.
No Brasil a Inseminação Artificial teve seu início somente em 1958 quando o primeiro botijão de semem, que é uma aparelhagem especial contendo NITROGENIO LIQUIDO, que mantem a temperatura Á -196 oC, e conserva pallets de semem, de touros reprodutores ,de alta qualidade genetica, que serão utilizados para inseminar femeas reprodutoras. Esse botijão foi inicialmente introduzido no Rio Grande do Sul, sendo inicialmente, totalmente controlada pelo MINISTERIO DA AGRICULTURA.
A INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL é considerada uma tecnologia moderna, sendo que somente em 1970 essa tecnologia alcançou impulso no Brasil, quando o MINISTERIO D AGRICULTURA, lança mão dessa tecnologia para a iniciativa privada, surgindo então as Centrais deInseminação Artificial, que são empresas privadas, que selecionam touros de alta linhagem genetica, testam, coletam o semem, analizam, envasam, congelam e distribuem no mercado, disponibilizando assim semem de alta qualidade genética para criadores de animais, que produzem leite e carne para o consumo humano e outros como força de trabalho, como é o caso dos equinos e muares (cavalos, burros e mulas).
Estima-se que no Brasil somente de 3-5% (3-5 em cada 100) das femeas são inseminadas artificialmente, em contrste com outros países Europeus, Canadá e estados Unidos, onde a taxa é de 75-100%, o que reflete a lentidão e falta de estímuloda introdução de tecnologias avançadas em nosso país, sendo esta restrita a CRIADORES DE ANIMAIS DE ELITE, EMPRESARIOS E PRODUTORES RURAIS MAIS ESCLARECIDOS; bem como a necessidade de difusão maior dessa tecnologia e estimulo por parte de orgãos publicos e privados, afins e relacionados diretos ou indiretamente com o desenvolvimento da pecuaria nacional.
Ainda temos muito o que fazer em termos de desenvolvimento genetico, apesar do Brasil ter um dos melhores rebanhos bovinos do mundo, especialmente de gado ZEBU, entre eles o NELORE, de estar no rancking mundial de exportadores de carne bovina e outras, temos muito ainda que melhorar nossos indices zootecnicos como eficiencia reprodutiva, intervalos entre partos, nutrição animal e controle sanitario do rebanho. Em termos financeiros a Tecnica da Inseminaçã Artificial é mais barata que a monta natural em torno de 20-25%, alem de oferecer uma maior qualidade genetica dos rebanhos, de animais de varias especies (bovinos, equinos, suinos, caprimos, ovinos, muares, etc) produzidos atraves dessa tecnologia.
VANTAGENS DA INSMEINAÇÃO ARTIFICIAL:
A utilização da inseminação artificial permite:
A inseminação artificial é uma tecnica essencial para realização de outras tecnologias, como a transferencia de embriões, que consiste em induzir a ovulação multipla de femeas bovinas de elite, com alta bagagem genetica dentro de cada raça e inseminar essas femeas com semem de touro tambem de elite ou seja de alto padrão genetico dentro de cada raça e obter assim varios embriões de alta performance genetica do cruzamento de uma mesma femea com o mesmo macho, que posteriormente são coletados e implantados nas femeas receptoras, de linhagem comum ou cruzada, onde os embriões se desenvolverão até o momento do parto, sendo que essas femeas funcionam como barriga de aluguel ou seja, são responsaveis pelo bom desenvolvimento dos embriões coletados das doadoras de grande qualidade genetica, podendo assim obter-se varias crias ou bezerros de uma mesma mão doadora em um ano. Geralmnete obtem-se em média de 15 a 20 bezzerros de alta performance genetica em um ano de uma mesma femea bovina de elite atraves do processo de transferencia de embriões, enquanto que, natualmente seria possível somente uma cria por ano, haja visto que o período de gestação dos bovinos é em média de nove meses.
CURSO DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM BOVINOSPoderão participar do curso, estudantes de Medicina Veterinaria, Agronomia, Zootecnia, Tecnicas Agrícolas, fazendeiros, empresarios ligados ao agronegócio da pecuaria bovina, pecuaria de outras especies animais, trabalhadores rurais, além de pessoas interessadas pelo tema e pela tecnica da INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL.
Ministrado por uma equipe de especialistas (medicos veterinários especialistas e pós graduados, em reprodução de bovinos), "o Curso de Inseminação Artificial em Bovinos formará turmas de 15 inseminadores, que, durante uma semana, receberão noções de melhoramento genético, sanidade animal, manejo, nutrição, produção , reprodução, cruzamento maternal e cruzamento industrial de bovinos, além de aulas teóricas e muita prática de inseminação, primeiramente em peças de matadouro, depois em animais sintéticos, e finalmente em animais vivos".
Através do treinamento, que é um curso extremamente prático, os futuros inseminadores conhecem as técnicas de inseminação artificial, anatomia do genital feminino, as vantagens da insmeinação artificial com melhoramento genetico do rebanho bovino, controle de doenças sexualmente transmissiveis e principalmente as vantagens do baixo custo financeiro (20% abaixo que a monta natural). Os alunos ainda receberão formação basica sobre nutrição animal, entre elas o manejo de pastagens, capineiras, construção de silos, suplementação de sal mineral, construção de bebdouros, qualidade da água a ser fornecida aos animais e controle sanitario do rebanho como vacinações contra a Febre Aftosa, Brucelose, carbunculo sintomatio, carbunculo hematico, etc; além da vermifugação e controle de ectoparasitas. Após uma semana de treinamento alternativos entre o botijão Criobiológico, peças de matadouro, manequim sintético e animais vivos, no final do curso os alunos recebem uma avaliação teórica e pratica, sendo necessario um aproveitamento de no mínimo 70%. para serem considerados tecnicos em Inseminação Artificial de Bovinos, recebendo no final do curso um certificado de aprovação (Diploma).
MATERIAIS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL:
Botijão Criobiológico - Botijão de Semem Aplicador Universal
Baínha francesa pipeta plasticas
Luvas descartaveis Cortador de paplheta
Avental descartavel Buçal marcador
Pinça Termometro
BOTIJÃO CRIOBIOLÓGICO - BOTIJÃO DE SEMEM:
CONHECENDO O BOTIJÃO
![]() PERGUNTAS FREQÜENTES É POSSÍVEL SUBSTITUIR O PLUG OU "ROLHA" DO BOTIJÃO POR OUTRO MATERIAL?Não, o plug ou "rolha" que acompanha o botijão, não deverá ser substituído, pois é constituído de material e formato adequado para que ocorra o controle da evaporação e da pressão do botijão. COMO IDENTIFICAR UM BOTIJÃO QUE NÃO SEGURA MAIS NITROGÊNIO LÍQUIDO?Um consumo elevado de nitrogênio indica problemas no botijão. A formação de gelo ou umidade condensada sobre qualquer superfície externa, também indica defeito no botijão. Caso haja formação de gelo no gargalo não tente removê-lo com objetos pontudos. Procure a Assistência Técnica. O BOTIJÃO PODE SER PERSONALIZADO?Apenas adesivos podem ser utilizados. Não use solda ou rebites para fixar qualquer tipo de identificação, pois isso pode provocar perda de vácuo. COMO PROCEDER PARA RESFRIAR UM BOTIJÃO QUE ESTEJA EM TEMPERATURA AMBIENTE, OU SEJA, FORA DE USO?Colocar cuidadosamente, com auxílio de um funil, 0,5 (meio) litro de nitrogênio e aguardar aproximadamente 30 minutos. Completar o nível. Aguardar no mínimo 24 horas para verificar a taxa de evaporação. ONDE DEVE SER MANTIDO O BOTIJÃO?Deve-se, de preferência, deixá-lo no local onde será utilizado, tomando as devidas precauções para evitar a incidência de raios solares, umidade ou produtos químicos. O BOTIJÃO PODE SOFRER PANCADAS?Não, de maneira alguma, pois uma pancada pode provocar a perda do vácuo, mesmo sem apresentar danos externos aparentes. COMO DEVE SER TRANSPORTADO O BOTIJÃO?0 botijão deve ser transportado, dentro de uma caixa de madeira, bem preso na posição vertical mesmo quando estiver vazio (sem sêmen e/ou nitrogênio). CUIDADO: Ao transportar o botijão em automóvel de passeio, certificar-se da existência de uma abundante ventilação. O NITROGÊNIO LÍQUIDO UTILIZADO É VENENOSO? FAZ MAL A SAÚDE? É PERIGOSO?Sua temperatura é extremamente baixa (- 196o. C) e seu contato causa queimaduras. Portanto evite o toque direto com o nitrogênio líquido ou peças metálicas que estejam em contato com o líquido. Sua evaporação produz uma grande quantidade de nitrogênio gasoso. Portanto, não derrame em recinto fechado, isso pode provocar asfixia pela redução da quantidade de oxigênio. QUANTO TEMPO DURA O NITROGÊNIO NO BOTIJÃO E QUANDO REABASTECÊ-LO?A duração depende do modelo do botijão. Consulte o catálogo. Reabastecê-lo no mínimo quando o nível da água atingir 15 (quinze) centímetros. Faça a leitura a cada 3 dias. UM BOTIJÃO PODERÁ FICAR ESTOCADO SEM NITROGÊNIO POR MUITO TEMPO? Sim, ao enchê-lo novamente siga corretamente os procedimentos de resfriamento. HÁ GARANTIA DO BOTIJÃO?Sim, consulte o certificado de garantia que acompanha o produto para verificar as condições e procedimentos de garantia. COMO RETIRAR 0 SÊMEN DO BOTIJÃO? Após escolher o sêmen do touro que usará, localize em qual caneca ele está, abra a tampa do botijão, levante essa caneca no máximo até 7 centímetros abaixo da boca do botijão e com auxílio de uma pinça retire o sêmen. Não gaste mais que 5 segundos nessa operação. SEQUÊNCIA DA INSEMINAÇÃO:
1. Examine a ficha da vaca. Contenha o animal no tronco. Faça o exame do muco; 2. Exteriorize a ponta da bainha através de uma pequena abertura no saco plástico do lado da extremidade onde deverá penetrar o aplicador. Prepare o aplicador, verificando a extremidade que será utilizada e retire o êmbolo metálico de seu interior, colocando-o ao lado. Esta atitude evitará que o êmbolo metálico possa empurrar a bucha da palheta antecipadamente, fazendo perder parte ou todo o sêmen contido na embalagem. Prepare uma lâmina de barbear e papel higiênico; 3. Faça a limpeza do reto da fêmea a ser inseminada. Logo após, utilizando somente água, lave bem os órgãos genitais externos e enxugue-os com papel higiênico; 4.Localize o sêmen a ser usado e abra a tampa do botijão. Levante a caneca contendo o sêmen, até no máximo 7 cm abaixo da boca do botijão. Retire a dose de sêmen com auxílio de uma pinça; 5.Em seguida, mergulhe a palheta, com a extremidade da bucha voltada para baixo, em água a 35o.C( o nível da água deve cobrir totalmente a palheta):-Sêmen acondicionado em palheta média descongelar por 30 segundos. -Sêmen acondicionado em palheta fina descongelar por 20 segundos; 6.Enxugue a palheta com papel higiênico e corte com a lâmina na extremidade oposta à da bucha; Palheta fina: o corte deve ser feito de forma reta Palheta média: o corte deve ser feito em forma de bisel(inclinado) 7.Pressione levemente o êmbolo plástico da bainha com uma das mãos e encaixe nele a extremidade cortada da palheta até que esta se firme. Este procedimento evitará que o sêmen possa refluir entre a bainha e a palheta no momento da aplicação; 8.Introduza o aplicador na bainha, empurrando a palheta até a ponta. Fixe a bainha no aplicador através de pressão no anel plástico. Observar que o aplicador universal possui extremidades de diâmetros diferentes. A extremidade com diâmetro menor deve ser usada para encaixe da palheta fina e a extremidade de diâmetro maior para encaixe da palheta média; 9.Encaixe o êmbolo metálico introduzindo-o vagarosamente até onde está situada a bucha da palheta. Após colocar a luva de inseminação artificial, dirija-se à vaca, com o aplicador devidamente montado, tomando todos os cuidados de higiêne; 10.Abra a vulva da vaca e introduza, profundamente, o aplicador na vagina. Com um auxiliar, esta operação será facilitada; 11.Introduza delicadamente a mão esquerda no reto do animal, fixando a cérvix. Oriente a introdução do aplicador até a entrada da abertura do colo. A partir daí, fazer movimentos com a mão, que fixa o colo, e não com o aparelho, até a completa passagem deste através do colo; 12.Passando o colo uterino, deposite lentamente o sêmen após o último anel. Enquanto vai aplicando lentamente o sêmen vá dizendo: " É mais um excelente bezerro de inseminação, produto dos reprodutores da Lagoa da Serra"; 13.Retire o aplicador e o braço e faça uma leve massagem no clitóris da fêmea; 14.Libere a bainha utilizada e anote os dados contidos na palheta em ficha própria. Logo após, envolva a bainha na luva e jogue-as no lixo. Periodicamente, fazer a limpeza do aplicador universal com álcool.15. Após a inseminação, realize a anotação de todas as informações da palheta na ficha de campo. Dicas para o Inseminador: há mais de 45 dias, se está ciclando normalmente e se já foi inseminada 2 vezes (neste caso poderá optar pelo repasse com o touro); ultrapassar todos os anéis da cérvix uterina; Dicas para o Criador ou Administrador: dúvida, despertará nele um maior interesse pelos trabalhos;
FONTE: www.lagoa.com.br
G gra
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grupamentos raciairamente quando o animalruzado for totalmente adaptado ao ambiente tropical. Para maximizar os benefícios do cruzamento, a seqüência em que as diferentes raças sã adaptação também é mantida. Tão importante quanto a heterose para maximizar a produtividade, são os atributos das raças para determinar as características do cruzamento.
Agradeço a sua visita!
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